Africa Consulting

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Desenvolvimento Humano e Relações Internacionais

“SE FICAMOS NEUTROS PERANTE UMA INJUSTIÇA, ESCOLHEMOS O LADO DO OPRESSOR”

Prêmio Nobel da Paz, militante dos direitos humanos e engajado na luta contra o apartheid, o Arcebispo da Igreja Anglicana na África do Sul, Desmond Tutu disse: “Se ficamos neutros perante uma injustiça, escolhemos o lado do opressor. Se o elefante está pisando o rabo do camundongo e nós nos pronunciamos neutros, com certeza o camundongo não apreciará tal neutralidade”. Esse pensamento reflete bem a forma como as nações do mundo se posicionam ao longo da história. E, atualmente, parece que há uma desordem mundial, basta olharmos para os últimos acontecimentos. É sobre isso que vamos tratar. Para nos ajudar nessa reflexão, convidamos o Dr. Fernando Roberto de Freitas Almeida, carioca, Professor adjunto do Instituto de Estudos Estratégicos da UFF.

 

Doutor em História Política concentrando suas pesquisas na área de Relações Internacionais e Mestre em História, ambos pela UERJ. Nos anos 70 graduou-se em Ciências Econômicas pela UERJ e passou um ano estudando Ciências Sociais na UFF. Cursou o Mestrado em Desenvolvimento Agrícola na FGV, programa atualmente sob a gestão da UFRRJ, e fez graduação em História e Civilização pela Université de Nancy/Aliança Francesa. Autor do livro Do Grão ao Pão: O trigo nas relações entre o Brasil e a Argentina e, também, coautor dos livros “Historia das Relações Internacionais: teoria e processos”, Agricultura Brasileira” e “Cigarro Brasileiro: Análise e Propostas para a Redução do Consumo”.

 

O interesse pela área de Relações Internacionais vem desde o seu trabalho como economista do Centro de Estudos Agrícolas, do Instituto Brasileiro de Economia, na FGV. Ainda redator da revista Agroanalysis, acompanhava a agricultura mundial, chamando sua atenção para a forma como os estoques de alimentos vinham sendo usados como um tipo de arma, durante a Guerra Fria. Nos anos 80 e posteriormente, com a aproximação entre o Brasil e a Argentina, após a Guerra das Malvinas, e a criação do Mercosul,  passou a escrever artigos a respeito da integração sul-americana.

A entrevista foi feita via e-mail pela diretora da Africa Consulting, Profª Rita Barros, entre os dias 17 e 27 de janeiro de 2013. 

  

Dr. Fernando Roberto de Freitas Almeida

  

 

RB: Para começar quero agradecer a disponibilidade e o carinho do Dr. Fernando Roberto que nos ofereceu mais uma oportunidade para entendemos melhor o que está acontecendo no continente africano. Espero que os leitores possam aproveitar e participar desse debate.

Professor Fernando, vamos falar sobre Brasil e África. Acordos bilaterais entre o Brasil e alguns países desse continente, temas como afrodescendência, quotas para negros, grande presença de africanos morando no país, movimento negro, obrigatoriedade do ensino sobre cultura africana, enfim, temas recorrentes. Porém, em sua opinião, o brasileiro conhece realmente a África e os Africanos?

 

FR: Infelizmente, o brasileiro, mesmo o de ascendência africana, sabe muito pouco sobre a África, como sabe pouco sobre temas internacionais, em geral. Aliás, saber sobre a África é algo complexo, como saber sobre a Ásia ou sobre a Europa. O que é a África, o que os próprios africanos acham que ela é? O continente africano é um mundo muito extenso, composto de vários outros mundos: muçulmano, politeísta, cristão, com várias etnias, com uso de muitos idiomas nativos e locais... Em nosso país, sabe-se agora que um dos povos originais era negro, o “povo de Luzia”, que vivia na região de Sete Lagoas e quantos brasileiros sabem disso? O Brasil já procurou a aproximação com a África, desde o início dos anos 60, quando ainda apoiava o colonialismo português e, nos anos 70, houve um esforço do Itamaraty e de estatais brasileiras para maiores contatos com países africanos. Neste tempo, a política desenvolvida para Angola foi inovadora e muito corajosa. Contudo, por terem sido basicamente movimentos de base econômica, não houve transmissão de conhecimentos para a população. No governo Lula, com a retomada de uma política externa assertiva e digna, os contatos com a África se amiudaram e a imprensa, mesmo não tendo maior preocupação com o tema, teve que noticiar pelo menos as viagens presidenciais.

 

RB: Passemos para os conflitos que estão acontecendo. Primavera árabe, guerras étnicas, islamismo, quedas de governos, reféns, petróleo, coltan, reservas de minérios, são algumas chamadas que aparecem na imprensa. No entanto, pouco se explica. O que está acontecendo no continente africano?

 

FR: Estão acontecendo as repercussões de tensões antigas e modernas, como em todos os lugares, mas com o agravante de que as fronteiras locais não foram definidas pelos mais interessados, os próprios africanos, que também não escolheram as formas de governo mais adequadas a suas tradições. Havendo uma situação atual de aparente crise sistêmica, com o centro do sistema internacional se deslocando da bacia do Atlântico para a do Pacífico, com a África bem no meio, já se teria uma época de muitas possibilidades. A chamada Primavera Árabe teria um desenvolvimento bastante diferente se as iniciativas nacionalistas e integracionistas, adotadas nos anos 50 e 60, não tivessem sido desbaratadas pelas ações conjuntas dos EUA e europeus com elites reacionárias ligadas principalmente à exploração do petróleo. Sobraram poucos interlocutores de esquerda laica, por exemplo. Considerando então a enorme riqueza africana e o fato de que também por lá se desenvolve uma nova classe média imensa, vê-se que as novas potências regionais em ascensão juntam-se às velhas, procurando, no mínimo, definir parcerias para a exploração dos recursos do continente. Há alguns anos, apenas empresas europeias, americanas e, em menor escala, japonesas, tinham acesso aos mercados e às jazidas africanas, mas agora isto se disseminou, com os chineses à frente. O Brasil, como um país que prega e pratica iniciativas pacíficas na Cooperação Sul-Sul, também participa. Partes extensas da África precisam ainda organizar suas identidades étnicas em unidades políticas convenientes a seus interesses, mas isto sempre acarreta intervenções e interferências das ex-potências coloniais e dos EUA, que se veem como gerentes da estabilidade no sistema global.

 

RB: Nesse exato momento, várias regiões na África estão em conflito armado. Muitos estão morrendo. Alguém lucra com os conflitos que estão acontecendo?

 

FR: A mera impossibilidade de se ter uma organização nacional forte, compatível com as tradições locais, traz lucros. Regimes autoritários que entregam seus recursos a estrangeiros, que não investem decisivamente na formação cultural e profissional de seus povos. Como se dá a exploração petrolífera na Nigéria, por exemplo? Os países desenvolvidos de fato só se preocupam com as tragédias humanitárias em vários pontos da África quando há fluxos migratórios para eles, em busca de uma vida melhor. Contudo, a desagregação política, em áreas como a Somália, mostra que o aparecimento de Estados fracassados pode ser motivo de dificuldades para a realização de negócios importantes. Neste aspecto, o surgimento de uma metodologia para a intervenção nestes Estados, com uma lógica disfarçadamente assistencialista, acarreta mais crueldade, imediatamente, e acarretará problemas imprevisíveis, no futuro.  Enquanto isto, ganha-se muito, também, com a reconstrução, em uma lógica de curto prazo, como mostrou bem a canadense Naomi Klein, no livro “A Doutrina do Choque”.

 

RB: As potências europeias e os EUA culpam os muçulmanos, normalmente chamados de extremistas e terroristas, por essa onde de instabilidade. Qual é o problema com os seguidores de Maomé?

 

FR: É interessante identificarem problemas com os “seguidores de Maomé”. Vejo a todo momento referências a isto na imprensa e na blogosfera. Por que eles não são um problema no Brasil, onde são uma das muitas comunidades no país? Seria porque não houve restrições maiores à sua forma de crer e de se organizarem, neste espaço nacional? Nos seus próprios espaços, há décadas têm que dar satisfações a potências estrangeiras. Devem existir Direitos Humanos básicos universais, mas se deve abandonar a ideia de superioridade de uma cultura sobre a outra. A civilização islâmica teve comportamentos belicosos não diferentes de outras no passado e também construiu e manteve não apenas edifícios concretos belíssimos, mas também construções intelectuais belíssimas. Contudo, o que foi a vida nesses países ao longo dos séculos XIX e XX? Um período de atraso tecnológico no Islã e de enorme agressividade dos europeus, desmontando o Império Otomano e agredindo todas as culturas diferentes não pode ser esquecido assim. O ex-presidente François Sarkozy fez um discurso lamentável no Senegal, onde disse que o homem africano não tinha entrado na História. Ficaram todos perplexos.

Mesquita - Cairo (imagem Ibet)

 

RB: Vamos falar de um exemplo recente de conflito. O presidente da França declarou que está cumprindo um acordo com o Governo do Mali que, segundo ele, pediu proteção contra os radicais islâmicos. Quem são os radicais islâmicos? O que está acontecendo no Mali?

 

FR: Mais uma vez, as questões do colonialismo aparecem. O Mali foi um império muçulmano notável, no século XIII. Quando se tornou colônia francesa, em 1898, foi rebatizado como Sudão Francês. A maioria da população (87% são muçulmanos) vive ao longo do rio Níger. O norte do Mali tem identidade forte e é historicamente ocupado pelos nômades tuaregues, que haviam sido deslocados para outros países, devido à seca. Desde 1991, há confrontos entre o Exército nacional (a capital Bamaco, fica no sul, na fronteira com a Guiné) e a cidade de Timbuctu é um centro culturalmente importante. Em 2009, o governo central tomou as bases dos guerrilheiros, mas o grupo chamado Al Qaeda no Magreb Islâmico, AQMI, iniciou uma forte reação, que levou países vizinhos, Mauritânia, Argélia e Níger, a assinarem um acordo com o governo malinês, para cooperarem contra a guerrilha. Criar o Estado de Azawad é um projeto dos nortistas e houve intensa migração de transportes e armamentos da Líbia para lá.

 

RB: François Hollande é um presidente socialista. Invadiu o Mali com apoio da União Europeia e da ONU. Agora espera por tropas africanas que engrossarão as fileiras. Isso não parece um tipo de déjà vu colonialista?

 

FR: Parece e ele está sendo cobrado por isto, até porque havia declarado que não enviaria mais tropas francesas. Também parece que estão esquecendo as experiências fracassadas da Argélia e da Indochina, nos anos 50. Um valor importante para os políticos franceses é a glória nacional e eles exploram isto, em tempos de crise.

 

Manifestação - Mali (Agência Reuters)

 

 

RB: Vejamos outro caso. A ONU declarou a República Democrática do Congo como a capital mundial do estupro. Lá, a cada 60 minutos mais de 40 mulheres são estupradas com requintes de crueldade. Aproximadamente 6 milhões de pessoas já morreram nessa guerra desde 1996. Atualmente mais de 50 mil pessoas morrem por mês. Por que a Bélgica, ex-metrópole, não protege o Congo? Por que as potências não ajudam o Congo?

 

FR: O colonialismo belga foi considerado o pior do mundo, o que quer dizer bastante, e hoje a Bélgica não tem recursos de poder para intervenções assim. Além disso, a própria Bélgica enfrenta problemas com sua existência, com o separatismo defendido pelo partido Nova Aliança Flamenga. Quanto à República Democrática do Congo, é um país enorme, bastante conturbado, com quase o dobro do território do Mali e 68 milhões de habitantes, enquanto o Mali tem 16 milhões. É um dos países de maior potencial do mundo, com grandes reservas comprovadas de cobalto, cobre, diamantes, estanho, nióbio e ouro e muita corrupção envolvida na extração e comercialização. Até 2002, havia no território congolês tropas de Angola, Namíbia, Ruanda e Zimbábue. Já existe uma grande força de paz da ONU, a maior do mundo, em meio a conflitos étnicos muito violentos. Aliás, a ONU apoia o Exército da República Popular, conhecido pela truculência.

   

Tropas de guerra - República Democrática do Cong (Agência Reuters)

   

RB: De 2010 pra cá temos a impressão de que o mundo, de uma forma ou de outra, vive um intenso conflito. Sejam os problemas da fome, da miséria, alguns extremamente ricos e milhares extremamente pobres, confrontos armados, lutas pela democracia, o lucrativo comércio de armamentos, enfim, a lista de questões pode ser grande. Isso tudo que está acontecendo parece orquestrado? Do seu ponto de vista, quem são os donos do mundo?

 

FR: Primeiramente, lembremos que já temos mais de duas décadas de predomínio de um ideário anti-humano, usualmente chamado de “neoliberalismo”, que foi criticado, mas não eliminado, principalmente em países sul-americanos, cujas elites o haviam acolhido tão bem. A Argentina, por exemplo, foi chamada de “melhor aluna do FMI” e colheu os frutos de suas boas notas há dez anos. Os donos são os mesmos de muitos anos: um comitê gestor internacional, formado por elites da Tríade EUA-União Europeia-Japão, com alguns poucos recém chegados. Evidentemente, elites periféricas, que entronizaram a função de capatazia do sistema, preferindo acharem-se membros de uma “comunidade internacional” e diferentes, ou até hostis ao próprio povo a que pertencem compõem este quadro. Estes problemas citados são recorrentes e podemos lembrar que Ferdinand Braudel, em conversa com nosso ex-ministro Rubens Ricúpero, nos anos 70, disse que aquela década era o início de uma crise civilizacional, que duraria muito tempo. Ricúpero, anos depois, disse que, ao ouvir aquilo, achou exagerado, mas agora concordava. Neste cenário de crise sistêmica, podemos não estar atentando devidamente para o impasse da Revolução Industrial. Tem-se a impressão de estarem todos vivendo, como no jargão de mercado “da mão para a boca”. Imediatismo, saque da natureza para apresentar lucros polpudos aos acionistas, mesmo que por pouco tempo, não são as características da época. Creio ser muito importante que todos os cursos discutam autores como Zygmunt Baumann, Slavoj Zizek, Guy Débord ou Gilles Lipovetsky, para pensarmos sobre a precariedade deste sistema, sobre o caráter efêmero de tudo, colocado como algo inevitável. Há um tipo de fatalismo dominante, uma “era das expectativas rebaixadas”. Todos estes problemas devem ser combatidos com uma visão alternativa, que se montaria a partir de coalizões de países com propostas de mudança. Para isto, o Fórum Social Mundial, iniciado em Porto Alegre, tem muitas contribuições a oferecer. Observe-se que até o Fórum Econômico Mundial, de Davos, reconhece que a injustiça é demasiada. Se percebem que podem perder os dedos além das joias, é porque a situação, para estes “donos do poder”, pode estar ficando difícil.

RB: Diante dessa atual conjuntura de conflitos, qual é, em sua opinião, o desafio para a sociedade civil que assiste a tudo isso pela TV?

 

FR: A questão da TV e dos meios de comunicação é algo importantíssimo. São de fato, hoje, um quarto poder. Filmes como o inglês “Muito além do Cidadão Kane”, ou o irlandês “A Revolução não será Televisionada” mostraram isto brilhantemente e deveriam ser bastante divulgados. Quantas pessoas sabem que os meios de comunicação brasileiros atuam em forma de cartel, que quatro famílias possuem os jornais e revistas mais influentes (Marinho: O Globo; Mesquita: O Estado de São Paulo; Frias: Folha de São Paulo; Civita: Veja) e que formam uma frente oposicionista, que já se declarou como substituta dos partidos políticos? Foi gritante o fato de as grandes revistas semanais, em 2011, não terem colocado na capa que a primeira mulher a abrir a Assembleia Geral da ONU foi a presidente do Brasil. Sem dúvida, isto não é importante, certo? Quem lê os editoriais destas empresas (repetindo: são empresas familiares) acredita que se deve “resolver o problema argentino” à base de retaliações e intolerância, invadir a Bolívia para “retomar” as instalações da Petrobras, que Hugo Chávez é um demônio, não um político com um projeto desenvolvimentista, à falta de melhor denominação, gestado numa dada conjuntura de um país diferente do nosso. As velhas elites de renda do Brasil, mais a classe média conservadora ouvem e leem só isto e chegam ao ponto de dizer que não se pode, por exemplo, oferecer descontos no IPI de eletrodomésticos, porque os “pobres” comprarão eletrodomésticos e faltará luz. Evidentemente, faltará para quem já a tinha, desde sempre, aliás. Este comentário não é ficção, foi feito por uma historiadora-jornalista, na rádio CBN, quando houve um “apagão” no governo Lula. Já assisti ao “Fantástico” (assisti porque dizia que trataria do MST e fiquei curioso) criticar uma passeata dos Sem Terra porque tinha atrapalhado o trânsito em Recife. Ora, se filmassem de perto e fossem conversar com aquelas pessoas, veriam um tipo de situação da qual os telespectadores urbanos estão muito afastados, não geograficamente, mas socialmente. Nosso Código de Comunicações é pré-Internet, feito em 1963. Ele permite a propriedade cruzada dos veículos. Assim, qualquer uma daquelas famílias pode ter jornal, revista, rádio, TV, telefonia, Internet. Isto não acontece nos países desenvolvidos, mas acontece aqui e o governo que quiser mexer nisto será satanizado. Além disso, diz que um político não pode ser diretor de um órgão de comunicação, como as TVs, mas pode ser o proprietário, o que é uma sandice. Quantos brasileiros sabem quando se dá a renovação de um canal de TV, que é uma concessão do poder público? Por que não se divulga se estão cumprindo as obrigações, por exemplo, de ter programação cultural?

RB: Para terminar, o que o senhor gostaria de dizer aos nossos leitores e internautas?

 

FR: Primeiramente, obrigado pelo convite para esta entrevista. Depois, quanto a esta pergunta, o principal é propor que sempre se procurem informações qualificadas em locais como este, na “blogosfera”, na imprensa, através das colunas de alguns analistas que ainda seguem manuais de redação. Foram blogs que fizeram a Folha de São Paulo, por exemplo, ter que explicar a questão da ficha falsa que publicaram contra a atual presidente da República. Há várias formas de se assumir e defender pontos de vista críticos ao congelamento do poder, também tendo em mente que somos brasileiros, que podemos ter um projeto civilizacional próprio, explorando cada vez mais nossas potencialidades, em proveito da maioria. Aprecio a ideia de criação de “zonas autônomas temporárias”, apresentada por Hakim Bey (pseudônimo do americano Peter Lamborn Wilson), parecidas com a proposta de Ivan Ilich. Pode ser interessante: desenvolvimento constante de zonas de liberdade, em meio à onda cultural globalizante, descaracterizadora, que se está tentando implantar. O atual momento, com as múltiplas crises em curso (só se está prestando atenção na financeira, dado o predomínio atual do economicismo nas análises) abre um campo vastíssimo para o debate de ideias.

 

 

 

 

 

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